Nem sempre gênios, nem sempre isolados: autistas são seres múltiplos

É muito comum ver destacado nas mais diversas mídias chamadas como “Autista é o primeiro colocado em medicina”; “Garoto com autismo resolve quebra-cabeça de 1 milhão de peças”, “Menino com autismo inventa o próprio avião”.

Não à toa, oficialmente, se diz que uma pessoa está dentro do “espectro do autismo”, o que pressupõe que ela tenha características que estão englobadas dentro da síndrome, que tem em sua essência diversas maneiras e formas de manifestação.

De certo modo, quando se celebra o autista “gênio” joga-se mais estigma e mais carga preconceituosa sobre aquele indivíduo que não tem superinteligência.

Não penso que se deva ignorar os feitos entusiasmantes dessas pessoas, mas, sim, que haja equilíbrio na maneira que o “gênio”, o “anjo” ou o “problemático” são apresentados para a sociedade, sempre se levando em conta a multiplicidade de possibilidades do espectro.

Mas para contar melhor isso, convidei meu amigo Marcos Weiss Bliacheris, 47, advogado da União, palestrante e pai de dois garotos, um deles com autismo, para exemplificar melhor os perrengues dessas representações equivocadas no dia a dia das famílias.

O texto joga luz sobre uma série de conceitos que insistimos tratar de maneira equivocada ou estereotipada, o que prejudica demais a inclusão, o reconhecimento e a aderência de autistas à vida social, cultural e cotidiana!

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