Duplo diagnóstico síndrome de Down e Autismo: o que é preciso saber

Durante 10 anos, examinei milhares de crianças com síndrome de Down, cada qual com seus pontos fortes e fracos, e certamente com sua própria personalidade. Acho que nunca conheci pais que não se preocupassem o bastante com seus filhos; seu amor e dedicação sempre foi óbvio. Contudo, algumas famílias não saiam da minha cabeça. Certas vezes, pais traziam seus filhos com síndrome de Down para a clínica – não pela primeira vez – e  estavam bem preocupados com mudanças no comportamento ou no desenvolvimento da criança.

Por vezes, os pais descreviam a situação e suas preocupações, tais como: a criança parou de aprender novos sinais ou de usar a fala; ela fica mais feliz brincando sozinha, parece não precisar de mais ninguém para fazer suas brincadeiras estranhas ( ficar balançando um brinquedo sem parar ou enfileirando objetos); quando chamam por ela, ela simplesmente não olha (será que não está escutando direito?); ela come apenas 3 ou 4 tipos de comida; a sugestão de uma nova comida ou mesmo de uma favorita antiga, causa um transtorno fora do comum; ela fica encarando fixamente luzes e ventiladores de teto de forma até obsessiva e fazer ela parar com isso sempre resulta em uma cena incrível; a criança precisa de uma certa ordem para fazer as coisas; trocar uma cadeira de lugar no quarto a deixa extremamente irritada, então é preciso retorná-la para o local normal.

Algumas famílias fazem sua própria pesquisa e mencionam que seu filho possa ter Transtorno do Espectro Autista ( TEA) com síndrome de Down (SD). Outras não tem nem ideia do que possa estar acontecendo. Eles apenas sabem que as coisas não vão bem e querem respostas. Esse artigo foi escrito para famílias nessa situação ou outras similares. Se seu filho foi diagnosticado com TEA e SD ou se você acha que seu filho possa ter TEA, você vai aprender um pouco mais sobre isso aqui!

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