O que é ser defensor dos direitos humanos, afinal?

Muitos já ouviram falar nos defensores dos direitos humanos, mas poucos sabem quem são e sua importância na nossa sociedade. Por defensores podemos entender todas aquelas pessoas, físicas ou jurídicas, grupos e movimentos sociais que agem pela promoção e defesa dos direitos humanos em busca de melhorias significativas na vida dos grupos sociais vulneráveis.

Esses defensores estão em toda a parte e podem abraçar causas diversas; tais como a igualdade racial, igualdade de gênero, não discriminação religiosa, direito das pessoas com deficiência, direito da criança e do adolescente, direito dos idosos, meio ambiente e povos indígenas.

O fato é que ser defensor dos direitos humanos não é algo que se aprende na escola ou faculdade; é algo que se aprende com a vida. Posso dizer que a vida me ensinou desde muito cedo que o mundo pode ser realmente cruel com aquelas pessoas que não se enquadram nos parâmetros de “perfeição” impostos pela sociedade.  Esse foi o motivo que me impulsionou a lutar por direitos iguais para as pessoas com deficiência.

Quando o meu irmão, que tem síndrome de Down, era discriminado na escola, na rua ou pela própria família; aquilo partia o meu coração. Eu era criança, mas percebia que não era certo o que estavam fazendo com ele; não era certo as escolas não aceitarem matriculá-lo em razão da sua deficiência, não era certo as pessoas ficarem com medo dele achando que o que ele tinha era algo contagioso, não era certo ele não ser convidado para as festinhas de aniversário dos coleguinhas.

Assim, abracei a causa e fui à luta! Muitos anos se passaram… meu irmão hoje é um adulto de 23 anos. E adivinhem: as discriminações ainda acontecem, apesar de todo o avanço na militância, na legislação e nas políticas públicas. Mas como defensora dos direitos humanos,  defensora do meu irmão e de todos aqueles que não podem ser ouvidos continuarei na luta sempre, na esperança de uma sociedade em que todas as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais, como disse o nosso querido Mandela:

“Eu nutri o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal que espero viver para alcançar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer.”

Outra defensora dos direitos humanos que muito me inspira é a Eleanor Roosevelt (1884-1962); ela foi a força impulsionadora em 1948 na criação da carta de liberdades que sempre será seu legado: A Declaração Universal dos Direitos Humanos. Uma citação celebre da humanitária é:

“Faça o que seu coração acha certo, pois de qualquer forma você será criticado. Você será condenado quer faça ou não.”

Temos tantos outros defensores importantes que marcaram a história e que nos inspiram até hoje, como Mahatma Gandhi, Martin Luther King Jr., Malala Yousafzai, Desmond Tutu; e ainda temos os brasileiros Chico Mendes e Marielle Franco. Estes humanitários defenderam os direitos humanos porque reconheceram que a paz e o progresso nunca podem ser conseguidos sem eles. Cada um deles mudou o mundo de uma forma significativa.

É importante ressaltar que a defesa dos direitos humanos não tem a ver com ideologia política ou partidária; e sim com a força de vontade e o amor que se tem em lutar por uma causa, seja ela qual for.

E então, qual é a causa que você abraça?

 


Por Talita Cazassus Dall’Agnol



 

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7 comentários sobre “O que é ser defensor dos direitos humanos, afinal?

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