Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

A inclusão social tem sido tema recorrente em provas de concursos; e, agora, foi a vez do Enem 2017 abordar esse assunto tão importante para a nossa sociedade. Por isso, decidimos discorrer sobre a redação para vocês!

Confiram!

A educação constitui um direito da pessoa com deficiência previsto na nossa Constituição e no Estatuto da Pessoa com Deficiência; contudo, ainda existem muitos desafios para incluir esse segmento social no sistema educacional. Os surdos, particularmente, precisam que seja adotada uma série de medidas para poder exercer seu direito à educação, que inclui a adaptação do material didático, o treinamento e capacitação do corpo docente e a conscientização dos profissionais e alunos da instituição.

A adaptação do material didático é um ponto fundamental para a inclusão do surdo no sistema de ensino. Isso porque a Libras – língua oficial dos surdos no Brasil – não consiste na simples tradução do português para um sistema de sinais; e sim em uma linguagem independente. Por isso, a importância em se traduzir o material para Libras e ofertar  educação bilíngue em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua.

Outro aspecto importante a ser considerado na formação do surdo é o treinamento e capacitação do corpo docente. Afinal, de nada adiante a instituição de ensino oferecer material adaptado se os professores não sabem trabalhar adequadamente com este, ou até mesmo não sabem lidar com um aluno com deficiência auditiva. Além disso, em certos casos será preciso contratar intérprete de Libras para acompanhar o aluno durante as aulas, já que muitos não fazem leitura labial e não são oralizados ( não falam).

Por fim, e não menos importante, é preciso fazer um trabalho de conscientização que contemple todos os profissionais e alunos da instituição. Isso porque a barreira atitudinal ainda é o maior obstáculo para a inclusão das pessoas com deficiência nas escolas. Professores e alunos tem medo de se aproximar da pessoa surda e ter uma convivência normal por simplesmente não saber lidar com a surdez. Ficam com receio de estabelecer uma relação, pois não sabem como se comunicar adequadamente, não sabem como será a reação da pessoa surda. E, por vezes, essa falta de conhecimento gera preconceito e acaba culminando no famoso “bullying”.

Cursos, palestras e atividades de integração são exemplos de atividades que podem ser feitas no processo de conscientização. Dessa forma, as pessoas vão aprender a conviver com as diferenças e perceber que a diversidade humana é a regra e não a exceção. E, sobretudo, as pessoas vão perceber que os surdos são capazes de aprender e conviver como qualquer outra pessoa.

Certamente, os desafios ainda são muitos para a formação educacional de surdos no Brasil. Contudo, esse segmento social tem o direito à educação; ou seja, não se trata de um favor e tão pouco de algo com caráter assistencialista. E cabe ao Estado e a todos nós, membros da sociedade, eliminar as barreiras que impedem as pessoas surdas de serem plenamente incluídas no sistema educacional!


Por Talita Cazassus Dall’Agnol


 

 

 

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